quarta-feira, 30 de maio de 2007

COISAS DO JOÃOZINHO



- Papai, hoje eu coloquei dinamite debaixo da cadeira da professora!
- Joãozinho, seu desgraçado! Vai já para a escola e peça desculpas a sua professora !
- Qual escola ?!?


O Joãozinho vai com sua irmã visitar a avó:
- Vovó, como é que as crianças nascem?
- Bem, as cegonhas trazem as criancinhas no bico, meus netinhos...
Joãozinho cochicha para a sua irmã:
- E aÍ, o que é que você acha? Contamos a verdade pra ela?


O Joãozinho chega pra professora, no final da aula e diz:
- Ô professora! Tenho um recadinho do meu pai pra senhora!
- Que recado Joãozinho? Pode falar...
- Ele me disse, ontem à noite, que se as minhas notas não melhorarem rapidinho, alguém vai apanhar...


Duas mulheres estavam discutindo no meio da rua, cada uma querendo gritar mais que a outra.
- Seu filho é um sem-vergonha. Ele transou com minha filhinha de onze anos.
- De jeito nenhum. Ele só tem 12 anos e ainda nao é capaz de uma coisa dessas. Vou mostrar o tamanho do pintinho dele, quer ver? A mulher abaixou a calça e a cueca do Joãozinho, e segurou o "centro da polêmica":
- Olha só como é pequenininho e...
O filho interrompe a mãe:
- É melhor a senhora tirar a mão dai ou a gente vai perder esta causa!


A garotinha muito sapeca, ao ver o seu priminho sair do banheiro com a braguilha aberta, avisa:
- Joãozinho, cuidado para o seu passarinho não fugir!
E ele diz:
- Não se preocupe, Mariazinha! Não foge não, ele é mansinho! Foi criado na palma da minha mão!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

QUERO VOLTAR A SER FELIZ!


(Autor desconhecido)

Fui criada com princípios morais comuns.

Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.

Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração.

Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.

Inimaginável responder deseducadamente
à policiais, mestres,

aos mais idosos,

autoridades.

Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.

Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.

Hoje me deu uma tristeza infinita
por tudo que perdemos.

Por tudo que meus netos um dia temerão.

Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.

Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.

Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas.

Policiais em blitz são abuso de autoridade.

Regalias em presídios são matéria votada em reuniões.

Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados
para cidadãos honestos.

Não levar vantagem é ser otário.

Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão.

Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.

O que aconteceu conosco?

Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.

Crianças morrendo de fome!

Que valores são esses?

Carros que valem mais que abraço,

Filhos querendo-os como brindes por passar de ano.

Celulares nas mochilas
dos recém saídos das fraldas.

TV, DVD, vídeo-games...

O que vai querer
em troca desse abraço, meu filho?

Mais vale um Armani do que um diploma.

Mais vale um telão do que um papo.

Mais vale um baseado do que um sorvete.

Mais valem dois vinténs do que um gosto.

Que lares são esses?

Jovens ausentes, pais ausentes.

Droga presente.

E o presente?

Uma droga!

O que é aquilo?

Uma árvore,
uma galinha, uma estrela, ou uma flor?

Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo?

Quando foi que esqueci o nome do
meu vizinho?

Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida,
calçado sem sentir medo?

Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade,
a minha paz.

Quero de volta a lei e a ordem.

Quero liberdade com segurança!

Quero tirar as grades da minha janela para tocar
as flores!

Querosentar na calçada

E ter a porta aberta

Nas noites de verão.

Quero a honestidade como motivo de orgulho.

Quero a vergonha,
a solidariedade.

Quero a retidão de caráter, a cara limpa
e o olho no olho.

Quero a esperança, a alegria.

Teto para todos, comida na mesa,
saúde a mil.

Quero calar a boca de quem diz: “a nível de”, enquanto pessoa.

Abaixo o “TER”, viva o “SER”!

E viva o retorno da verdadeira vida,
simples como uma gota de chuva, limpa
como um céu de abril, leve como a brisa
da manhã!

E definitivamente comum, como eu.

Adoro o meu mundo simples e comum.

Vamos voltar a ser “gente”?

Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.

A indignação diante da falta de ética,
de moral, de respeito...

Discordar do
absurdo.

Construir sempre um mundo
melhor, mais justo, mais humano, onde
as pessoas respeitem as pessoas.

Utopia?

Não...

...hein?

Quem sabe?...

...se você e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas..


BR TURBO

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quinta-feira, 10 de maio de 2007

CARTA DE UM INDIO AO PRESIDENTE



Em 1854 o Presidente dos Estados Unidos da América do norte propôs a uma tribo indigena comprar grande parte de suas terras, oferecendo-lhe ainda uma outra "reserva". Em resposta o Chefe SEATLE enviou uma carta ao Presidente, carta na qual há profundas reflexões, inclusive a indagação de que o homem é parte da natureza, que só vieram a ser entendidas por número significativo de civilizados um século depois. ESCREVEU O ÍNDIO: "Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs;o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos.Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do poltro e o homem-todos pertencem à mesma família.Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa MÃE.Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de Amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum.(...) Os brancos também passarão;talvez mais cedo do que todas as outras tribos".



O VENDEDOR DE PALAVRAS

O texto a seguir foi-me enviado por e-mail e há muito não me cai em mãos algo tão bom.
É ótimo quando nos enviam coisas assim e, melhor ainda, sem aquelas apresentações em pps com letras em profusão caindo em cascata à frente de uma paisagem e com Kenny G tocando ao fundo. São minutos intermináveis. Atualmente, basta o campo 'Assunto' apresentar títulos como 'Muito Lindo', 'Lindo Demais', 'Linda Mensagem' ou, pior, qualquer uma destas acompanhada de '(Com Som)' que mando pra lixeira sem dó. Mas não adianta, sempre aparece um outro contato que te envia novamente!
Aqui, nada mais temos que um texto inteligente, edificante, esclarecedor e exposto de maneira direta. E recheado de humor.

Um primor.
O trecho que destaquei em negrito itálico me chamou a atenção pelo fato de se assemelhar com o que nós -que dispomos de parte de nosso tempo para compartilhar nossos cdzinhos e conhecimentos- fazemos aqui no G&B, no LP e em outros espaços como estes.
Sinceramente, não conheço o autor, Fábio Reynol, mas já vou pesquisar o cara.
Me vendeu suas palavras direitinho, o sacana.



O VENDEDOR DE PALAVRAS
por Fábio Reynol


Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um
programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical".

Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica.
Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.

Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$ 0,50!".

Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta
curiosos parasse e perguntasse.

- O que o senhor está vendendo?

- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta
centavos como diz a placa.

- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.

- O senhor sabe o significado de histriônico?

- Não.

- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.

- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.

- O senhor tem dicionário em casa?

- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.

- O senhor estava indo à biblioteca?

- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.

- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a
alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!

- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?

- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.

- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?

- O senhor conhece Nélida Piñon?

- Não.

- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.

- E por que o senhor não vende livros?

- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado,
portanto eu as vendo no varejo.

- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.

- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado.
Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.

- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...

- Jactância.

- Pegar um livro velho...

- Alfarrábio.

- O senhor me interrompe!

- Profaço.

- Está me enrolando, não é?

- Tergiversando.

- Quanta lenga-lenga...

- Ambages.

- Ambages?

- Pode ser também evasivas.

- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!

- Pusilânime.

- O senhor é engraçadinho, não?

- Finalmente chegamos: histriônico!

- Adeus.

- Ei! Vai embora sem pagar?

- Tome seus cinqüenta centavos.

- São três reais e cinqüenta.

- Como é?

- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar
para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se
mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.

- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?

- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?

- Tem troco para cinco?