Longo, mas vale a pena.
Sinceridade: não sou do tipo que chama atenção pelo porte físico ou coisa
parecida. Já passei dos trinta e cinco, meus cabelos me abandonaram há uns
02 ou 03 verões e minha protuberante barriga denotam o grande sucesso que
tive na arte de comer e beber. Minhas rugas procedem da total falta de
credibilidade em protetor solar (esse troço não é coisa de homem sério!)
aliada a centenas de noites que fiquei sem dormir na expectativa de não ir
para casa sozinho. Bom. Esse sou eu. Ainda bem que para caras como eu
(porra! Tem um monte desses pôr ai) existem os desmanches. O que é um
desmanche? Sinceridade: Na mesma proporção de caras como eu, existem
mulheres com características semelhantes. Se não são carecas, tem cabelos
mal cuidados, se a barriga não é tão grande quanto a minha, tem lá aquela
coisa instalada ali na frente. Ruga então?! Puta que pariu! Não quero
falar disso. Voltando ao assunto, um desmanche é um local onde se tem
música, bebida, um globo vagabundo rodando no teto, banheiro mal cuidado,
etc. O local tem que ser escuro porque, sinceridade: Com muita luz acho
que ninguém "pegaria" ninguém. A balada que sempre vou (não vou chamar de
desmanche; as mulheres se ofendem pois há quem diga que estes locais tem
estes nomes porque as "princesas" que freqüentam o local desmancham em um
toque) fica perto da minha casa, pois não tenho carro e, se arrumo alguma
coisa, dá para ir a pé até o meu apartamento. Coloquei minha roupa de
passeio, quinzão no bolso (cinco para entrar e o resto para beber e comer
um cachorro quente na hora de ir embora) e fui para a caçada. Dancei
forró, pagode, lenta (não sei nem como se chama hoje em dia estas músicas
de se dançar juntos. Eu falo lenta e acabou!) com umas dez mulheres
diferentes. Já passava das quatro da madruga, eu já num prego do cacete,
achando que ia ter de acabar mais uma noite sozinho, deparei-me com uma
gata. Não fui agraciado com beleza mas...papo... bom. Papo eu tenho.
Aproximei-me. Era um loira com uma calça preta com listas amarelas (estas
calças de ir em academia) uma bota que imitava coro de cobra, um salto bem
alto, o cano da bota ia até os joelhos o que dificultava um pouco os
movimentos da mocinha". Sua blusa era toda cheia de umas coisas brilhantes
(não sei o nome destes troços) bem vermelha. Não sei se é moda, mas, tudo
bem, eu não tava procurando ninguém para ser modelo e sim tirar o meu
atraso. Encostei do lado e comecei a jogar meu charme. Sinceridade: Nem
precisei conversar muito. Cinco minutos de conversa e já aceitou ir até
minha casa. Eu também aceitaria no lugar dela pois, o primeiro ônibus que
ia até a direção da sua casa só passaria à partir das sete horas. Fomos
caminhando até meu apartamento. Quando passávamos por luzes fortes podia
ver com mais clareza seu rosto. Amigos: Se você tem menos de dezesseis
anos e ou estômago fraco aconselho interromper a leitura à partir deste
momento, pois daqui para frente a coisa começa a ficar quente. Tinha mais
rugas que meu saco, já não sabia se era loira ou morena. Quero dizer era
morena pois o cabelo estava do ombro para baixo loiro e para cima moreno.
Segundo ela, a próxima grana que ganhar de diarista vai dar um jeito no
cabelo. Sinceridade: A dona era até gostosa mas feia pra caralho mas,
porra! Eu não queria ela para bater foto, além do mais não aguentava mais
ficar só na punheta. Precisava comer uma mulher, nem que fosse ela. Abri a
porta do meu apartamento e já fui beijando e socando a mão em tudo quanto
é lugar, aí, como toda mulher faz, começou - Pára com isso! Que é que vocë
tá pensando!? - Tudo bem. Todos nós passamos por isso, até as feias tem
direito àquelas frescuras do início. Dei mais um beijão e já coloquei a
mão no bolso e peguei umas balas. Compreensível: Quatro horas da manhã,
fumando, bebendo, qualquer um fica com bafo na boca. Como toda mulher que
você põe no carro ou leva para seu apartamento (até as feias são assim!!)
Já começou com aquele papinho - Acho que está na hora de ir embora - Puta
que pariu, a gente tem que passar por isso. Tudo bem, tô ali de pau duro
prontinho e tem que Ter esta fase!! Bom fiz minha parte: Conversava um
pouco, beijava um pouco, passava a mão, pegava a mão dela e colocava em
cima da minha calça, sabe como é, todo aquele ritual básico. Passados
longos dez minutos desta interminável lenga lenga, a Marta (este não é o
nome real mas vamos deixar como se fosse), deixou eu tirar sua blusa.
Quando tirei a blusa encontrei um enorme obstáculo: estas cintas que
apertam o corpo para tampar um pouco a gordura. Tirei aquele troço. Meu
Deus!! Sinceridade: O cheiro que saiu dali de baixo, se minha tara não
fosse do tamanho do Pão de Açúcar, eu teria brochado, mas o cheiro até
compreensível afinal, ficar a noite toda dançando com aquele negócio
quente enrolado no corpo, não podia dar em outra coisa. Passados uns cinco
minutos, meu nariz já havia se acostumado com o cheiro. Pra quem já tinha
beijado a boca fedendo a cigarro, um CC não ia matar. Tirei o corpete (foi
assim que ela chamou o negócio) e comecei chupar os peitos. Tava meio
salgado, quero dizer, tava bem salgado, mas, vamo lá, era para comer
mesmo! Que mal tinha estar temperado?!?! Fiquei ali chupando aquela coisa
flácida por uns cinco minutos até que finalmente a Marta pegou no meu pau.
Tinha, finalmente, quebrado a barreira entre o - acho que vou embora e o
acho que vou te dar. Começamos então a fase final. Ela com a mão no meu
pau e eu com a mão na sua xoxota (fica bonitinho este nome!!). Não deu
dois minutos de dedinho e já veio com aquela outra famosa - Eu quero! Eu
quero! - como se não quisesse desde o começo mas, tudo bem, respeito. Se
não respeita, fica com fama de insensível e...bom, deixa para lá, vamos ao
que interessa. Como todo bom cavalheiro, tirei a mão de lá e coloquei no
nariz para "reconhecer o gramado". Sinceridade: Minha sorte que meu pinto
não tem nariz, se tivesse acho que não encararia a parada. Começamos a nos
despir. Fui abaixar sua calça e me deparei com as botas: Preciso comentar
do cheiro que saiu de dentro das botas??? Se tivesse lugar, poderia jurar
que ela escondeu um gato morto em cada pé. Pensei em dar a primeira
tomando um banho, talvez melhorasse um pouco as condições. Fomos até o
banheiro e, para variar, estava sem água. Sinceridade: Tava louco para dar
uma trepada. Meu pau já tava ardendo, as bolas começando a doer...Comi ali
mesmo dentro do banheiro (Sim. Usei camisinha!!!). Comecei sentado na
privada, depois encostei a Marta na parede do banheiro e peguei ela por
traz. Pra não gozar muito rápido, fiquei contando quantas bolas de
celulite ela tinha na bunda. Quando chegou na vinte e cinco, ela pediu
para mudar de posição, eu estava tão empolgado com a minha estatística que
nem percebi que ela batia a cabeça na parede com força e acho que já tava
machucando. Fomos para o corredor do apartamento (no banheiro não tem
espaço para ficar deitado). Dei umas bombadas ali e fomos terminar na
cama. Dei aquelas gozadas de arder o canal. A Marta disse que gozou três
vezes!!! (quem será que está mentindo, eu ou a Marta???) Depois que gozei,
tirei a camisinha, dei aquela confirida para ver se estavam todos ali,
amarrei a ponta e joguei no lixo. Entrei então naquela parte conhecida
pelos homens como o cúmulo da eternidade (Cúmulo da Eternidade: Os minutos
entre depois que você goza e a hora em que você leva a mulher embora).
Sinceridade: Com pinto mole não há a menor possibilidade de encarar a
Marta!!! Já nos preparativos finais para ir embora disse que estava com
fome. Meus quinzão já tinham ido para o espaço (As balas não foram de
graça!!). Perguntou se não podia pedir uma pizza ou comer um cachorro
quente. Para não ficar feio para minha cara, ofereci-lhe para fazer algo
para comermos. - Nossa que romântico!!!- Pronto! Só faltava a baranga
achar que gostei dela!!! Fucei os armários e achei um Miojo. Na geladeira
tinha uma destas latas de molho pronto de tomate que fazia uma semana que
estava lá. Fiz a gororoba. Tinha uns dois ou três tomates que só parti em
quatro e coloquei junto para tirar aquele ar de anemia do prato. Sentamos
e comemos. Comi pouco, a Marta acho que fazia uma semana que não comia.
Não deveria Ter colocado aquele molho. A Marta comeu um monte e começou a
passar mal. Ficou com dor de barriga. Fiquei com um pouco de dó dela. Dar
uma cagão na casa de alguém que você acaba de conhecer, não é o "sonho" de
nehuma mulher. Lá foi a Marta . Quase seis horas da manhã, nenhum barulho
na rua, a porta do banheiro não fecha direito. Sinceridade: Nunca uma
mulher tinha ido ao banheiro perto de mim (para cagar!) e logo na estréia
tive direito a show de efeitos sonoros. Aquele barulho de quando você
acelera uma motoca velha, denunciava a forma "lïquida" que a coisa tava
vindo. Minha TV queimada, o rádio meu irmão havia pego emprestado. Tive
que ouvir a sinfonia do começo ao fim. Ouvi quando ela tentou puxar a
descarga (estava sem água, lembra???), quando tentou abrir a torneira para
lavar a mão, ambos sem sucesso. Veio então nossa heroína daquela batalha
que achei não Ter mais fim. Foram quinze minutos de barulhos de motoca e
de água escorrendo. Ela saiu do banheiro deixando lá toda a sua obra, deu
uma cheirada na mão, esfregou-as e me abraçou. Eu sabia que o cheiro que
eu estava sentindo era do banheiro mas, eu tinha a sensação de que vinha
da sua boca. Dei-lhe minhas últimas balas. Aquelas mãos passando em meu
rosto como quem quer fazer um carinho, não sei quanto tempo poderia
aguentar. Pegou no meu pau de novo, viu que estava mole e disse: - Vou
levantar o bebê de novo. (bebê???) Abaixou minha calça e começou a me
chupar. Sinceridade: Um boquete é sempre um boquete. O danado mesmo com
todo aquele cheiro de enxofre no ar (ele não tem nariz, lembra???) ficou
em pé de novo. A moça então resolveu escancarar: Começou a fazer um strip.
Preferia a boquete mas, tudo bem, vamos respeitar o ritual, para não
parecer insensível. A sala estava meio escura e ela, achando que estava
realmente me agradando com aquelas incontáveis bolas de celulite (tinha
parado na 25 lembra???), acendeu a luz. Quando tudo ficou mais claro.
Olhei para aquela bunda e pensei: Puta que pariu, a gorda tem um monte de
espinha na bunda para ajudar. Na verdade para meu espanto ou alívio (já
não sabia mais o que pensar)não eram espinhas. Eram algumas sementes do
tomate que coloquei na macarronada. A desinteria deve Ter escorrido por
toda sua bunda e papel higiênico que não limpou tudo que podia e elas
ficaram por ali grudadinhas. Peguei minha cueca, dei uma cuspida, limpei
em volta e comi a Marta de novo. Sete horas da manhã a Marta pegou o
ônibus e foi embora. A água voltou às dez horas. Não quero mais tocar
neste assunto.
ZAGA
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