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terça-feira, 21 de agosto de 2007
quarta-feira, 4 de julho de 2007
13 ROUBOS (IN)DIGNOS DE NOTA
Em setembro de 2002, Bill Brennan, um caixa da banca de aposta em esportes do Cassino Stardust (que já foi inclusive demolido), saiu levando consigo mais de 500 mil dólares em dinheiro e fichas do cassino , dentro de uma mochila. Este é o maior roubo à um cassino de Las Vegas na história. Meste estando na lista dos mais procurados do FBI e aparecer no programa de TV “America’s Most Wanted”, ninguém nunca mais soube dele. Alguns acreditam que ele trabalhou junto com um cúmplice, que o matou para não dividir a bolada. Para a polícia entretanto, ele simplesmente fugiu do país.
Em outubro de 1994, Heather Tallchief, de 21 anos e um cúmplice, Roberto Solis, 48 anos, roubaram uma carro blindado com 2,5 milhões de dólares de uma empresa de transportes de valores que estava do lado de fora do hotel “Circur Circus”, também em Las Vegas. Os dois escaparam dos EUA via ilhas Cayman e St. Martin. Posteriormente Solis abandonou Tallchief com apenas mil dólares e um filho para criar. Em setembro de 2005 depois de quase doze anos foragida, Heather Tallchief se entregou à justiça. “Não vou mais fugir, já não agüento mais”, declarou ela à MSNBC. Foi sentenciada à 63 meses na prisão.
Em agosto de 2005, o Brasil viu seu maior roubo à banco. R$ 164 milhões foram roubados da sede do Banco Central do Brasil em Fortaleza, Ceará. A trama envolveu a construção de um túnel de 78 metros de comprimento que levava a um cofre onde estavam armazenadas cédulas usadas, e não passíveis de rastreamento. Em um final de semana, o piso de 1,1 metros de espessura de concreto reforçado foi quebrado e 3,5 toneladas em cédulas de R$ 50 levadas. Acredita-se que mais de vinte pessoas estavam envolvidas no planejamento e execução do roubo. Algumas pessoas foram presas em vinculação com este roubo, mas até agora, apenas R$ 20 milhões foram recuperados. Como o Banco Central do Brasil não fazia seguro para dinheiro que estivesse dentro de seus cofres, toda a perda caiu nas costas da “viúva”.
Em fevereiro de 1994, a famosa pintura de Edvard Munch, “O Grito”, foi levada de um museu em Oslo, Noruega. O roubo ocorreu na Galeria Nacional Norueguesa. Dois homens, uma escada, alguns cortadores de arame e 50 segundos, foi tudo que o que se precisou para afanar a mais famosa e valiosa pintura da Noruega. Alguns meses depois os ladrões ofereceram a pintura de volta e pediram um “resgate” de US$ 1 milhão de dólares. A oferta foi recusada, corretamente recusada. Uma operação policial recuperou a obra e prendeu os ladrões em maio de 1994. Em 1996, os ladrões foram condenados à 10 anos de prisão, e a obra devolvida aos seus legítimos donos. Mas a história não acaba aqui, em 2004, a obra foi novamente roubada, juntamente com a Madonna de Munch. Desta vez foi um roubo à mão armada no Museu Munch. Um radialista francês, testemunha do roubo, disse em entrevista à BBC que “As pinturas estavam presas às paredes por simples arames. Tudo o que eles precisaram fazer foi puxar com força para soltar. Foi o que vi um dos ladrões fazer”. Felizmente as pinturas foram novamente recuperadas, e em melhor condição do que se esperava.
Você assistiu ao filme “Os Bons Companheiros” (Goodfellas)? Bem, no filme, a personagem interpretada por Ray Lioota, Henry Hill, é responsável por um roubo de US$ 420.000,00 do terminal de cargas da Air France no aeroporto JFK, em Nova York no ano de 1967. E isso de fato ocorreu. Trabalhando com uma dica do supervisor de cargas Robert McMahon, a gangue usou uma mulher para seduzir o guarda de segurança e pegar uma cópia de sua chave da porta que separava os criminosos do dinheiro. As chaves foram substituídas sem que o segurança notasse. Hill e Tommy DeSimone (no filme interpretado por Joe Pesci) entraram no terminal, abriram a porta, e saíram levando consigo as sacolas, sem que nenhum alarme disparasse ou ao menos fossem interpelados por qualquer guarda. Este roubo levou ao roubo da Luftansa, que foi o maior roubo cometido em solo americano à época.
Em dezembro de 2006, um entregador de Santa Clara, Califórnia, pouco depois de carregar sua vam Mazda MPV com quase US$ 200.000,00 em microchips retirados do armazém de seu empregado, foi abalroado na traseira por uma van branca e sem marcas. Os motoristas desceram para ver os danos causados pela batida. Aproveitando a falta de atenção do motorista, um segundo homem que aguardava no local, entrou na Mazda e roubou o carro e sua valiosa carga de microchips. Mas isso não é nada comparado com o bem orquestrado roubo de novembro de 2006 na Ilha de Penang, no estreito de Malacca (que é infestado de piratas). Dois traillers entraram no complexo MASKargo sob a desculpa que estavam ali para procurar por trabalhadores ilegais. Os oficiais de alfândega acreditaram. Uma vez dentro, 20 homens armados com facões tomaram de assalto todos os trabalhadores do local e os drogaram com clorofórmio. Os ladrões saíram levando 585 cartões (caixas) e 18 páletes de microchips e placas mãe, em um valor total de US$ 12 milhões!
Nem todo mundo rouba pinturas famosas, dinheiro ou microchips. De fato, algumas pessoas percorrem longas distâncias para por as mãos em itens de reputação duvidosa, apesar de valiosos. Em novembro de 2005, um fazendeiro de Smithburg, Maryland se aventurou pela Pensilvânia para visitar parentes. Quando ele voltou à fazenda, ele notou que um tanque de 35Kg, que continha o equivalente à US$ 75.000,00 em sêmen bovino fora aberto e 65 ampolas de esperma, de aproximadamente 50 touros haviam sumido. “O sêmen congelado de touros é um grande negócio porque economiza no transporte do touro até o local onde está a vaca, para que esta seja coberta, e eventualmente inseminada”, explica o Washington Post. “O sêmen congelado pode durar por vários anos, até mesmo mais que o touro que o produziu”.
O assalto ao depósito da Securitas em 2006 é o assalto mais lucrativo (para criminosos, que se diga) já ocorrido em solo britânico. Batendo por pouco o assalto ao Northern Band de Belfast, Irlanda, em 2004. O assalto à Securitas começou em 21 de fevereiro, quando o gerente do depósito, Colin Dixon, foi para casa. Se passando por policial, um dos ladrões seqüestrou Dixon, que foi algemado e levado para uma fazenda próxima, onde estavam sua mulher e seus filhos, que também haviam sido seqüestrados. Todos foram levados à sede da Securitas onde Dixon foi forçado à ajudar na entrada. Quatorzes empregados da empresa foram rendidos, e £53 milhões (cerca de US$ 92,5 milhões) foram carregados em um caminhão e lavados da empresa.
D.B Cooper é um dos mais notórios seqüestradores dos Estados Unidos, e é um que ainda está livre depois de 35 anos fugindo da justiça. Em 24 de Novembro de 1971 – véspera do Dia de Ação de Graças, importante feriado americano – “Dan Cooper” seqüestrou o vôo 305 da Northwest Orient Airlines com uma maleta “bomba”. Ele entregou um bilhete á comissária de vôo dizendo “Eu tenho uma bomba em minha maleta, e vou usá-la se necessário. Eu quero que você sente-se próxima à mim. Você está sendo seqüestrada”. Com isso, a comissária alertou ao piloto que tentou transmitir a situação do seqüestro ao Aeroporto Internacional de Tacoma-Seattle. O piloto foi instruído pela torre controle à atender a demanda de Cooper: quatro pára-quedas e US$ 200.000,00 em dinheiro. Por que quatro pára-quedas? Alegadamente ele pediu três extras, para o piloto, co-piloto e comissária de vôo como uma forma de certificar-se de que eles não eram falsos. Os passageiros foram deixados no aeroporto de Seattle-Tacoma, em troca pelo dinheiro, e Cooper instruiu o piloto à seguir para o México. Nem mesmo os F-106 que seguiam o avião viram quando D.B. Cooper pulou próximo. Acredita-se que ele pousou tranquilamente próximo à Ariel, Washington.
O roubo ao Museu Isabella Gardner em 1990 foi chamado de “o maior roubo de arte da história”, e aqueles que o perpetraram, ainda hoje, 17 anos depois, não foram identificados. Apenas algumas horas após as festividades do Dia de St. Patrick em Boston, dois homens vestidos como policiais abordaram os guardas de segurança do museu, e os cumprimentaram. Quando os seguranças descobriram que os policiais eram falsos, já era tarde demais; os seguranças terminaram algemados e amordaçados. Foram então levados para o porão. Os ladrões retiraram 3 quadros de Rembrandt de suas molduras (que ainda permanecem penduras de vazias hoje) bem como a obra “O Concerto” de Johannes Vermeer, “Paisagem com um Obelisco” de Govert Flink e vários outras preciosas pinturas. As obras nunca foram encontradas, e o museu nunca foi reembolsado. Moral da história: certifique-se de que o seguro está em dia!
O maior roubo de banco da história? Às vésperas da primeira rodada da primeira onda de bombardeios à Bagdá em Março de 2003, uma gangue arrombou o Banco Central do Iraque e levou em três carretas aproximadamente um bilhão de dólares. Mais da metade deste bilhão foi encontrada escondida nas paredes do palácio do ditador Saddam Hussein por tropas americanas, o resto parece desaparecido. Um pouco mais adiante na estrada, em Basra, Iraque, tropas britânicas frustraram outro grande assalto a banco. Em torno de 60 pessoas abriram caminho à bomba para entrar no Banco Nacional do Iraque à pela luz do dia, e explodiram também a porta do cofre. As grandes explosões atraíram as tropas britânicas, que acabaram com a festa.
Em agosto de 1963, quinze homens usando mascaras de ski, abordaram um trem do Real Correio Britanico, que ia de Glaslow à Londres, roubando 2.3 milhões de libras em notas usadas. Hoje, este valor equivaleria à algo em torno de 40 milhões de libras. Bruce Reynolds foi a mente por trás do assalto, depois de sua captura e posterior cumprimento de pena, passou à ser tratado como celebridade. Existem inúmeros livros, filmes e musicais em tributo e devotados à contar história do “Assalto ao Trem Pagador”, inclusive um estrelado por Phill Collins.
Mas o maior roubo da história da humanidade ainda está em andamento, e é aqui no Brasil. Segundo a Revista Época, em sua edição 473 do dia 11/06/2007, políticos ladrões (a maioria), em conluio com funcionários públicos corruptos e empresários desonestos ROUBAM 20 BILHÕES DE REAIS POR ANO. É como se o maior roubo à banco da história, ocorresse 10 vezes por ano, com o cruel detalhe, de sempre ser bem sucedido.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
COISAS DO JOÃOZINHO
- Papai, hoje eu coloquei dinamite debaixo da cadeira da professora!
- Joãozinho, seu desgraçado! Vai já para a escola e peça desculpas a sua professora !
- Qual escola ?!?
O Joãozinho vai com sua irmã visitar a avó:
- Vovó, como é que as crianças nascem?
- Bem, as cegonhas trazem as criancinhas no bico, meus netinhos...
Joãozinho cochicha para a sua irmã:
- E aÍ, o que é que você acha? Contamos a verdade pra ela?
O Joãozinho chega pra professora, no final da aula e diz:
- Ô professora! Tenho um recadinho do meu pai pra senhora!
- Que recado Joãozinho? Pode falar...
- Ele me disse, ontem à noite, que se as minhas notas não melhorarem rapidinho, alguém vai apanhar...
Duas mulheres estavam discutindo no meio da rua, cada uma querendo gritar mais que a outra.
- Seu filho é um sem-vergonha. Ele transou com minha filhinha de onze anos.
- De jeito nenhum. Ele só tem 12 anos e ainda nao é capaz de uma coisa dessas. Vou mostrar o tamanho do pintinho dele, quer ver? A mulher abaixou a calça e a cueca do Joãozinho, e segurou o "centro da polêmica":
- Olha só como é pequenininho e...
O filho interrompe a mãe:
- É melhor a senhora tirar a mão dai ou a gente vai perder esta causa!
A garotinha muito sapeca, ao ver o seu priminho sair do banheiro com a braguilha aberta, avisa:
- Joãozinho, cuidado para o seu passarinho não fugir!
E ele diz:
- Não se preocupe, Mariazinha! Não foge não, ele é mansinho! Foi criado na palma da minha mão!
sexta-feira, 25 de maio de 2007
QUERO VOLTAR A SER FELIZ!

(Autor desconhecido)
Fui criada com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente
à policiais, mestres,
aos mais idosos,
autoridades.
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita
por tudo que perdemos.
Por tudo que meus netos um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas.
Policiais em blitz são abuso de autoridade.
Regalias em presídios são matéria votada em reuniões.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados
para cidadãos honestos.
Não levar vantagem é ser otário.
Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão.
Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.
O que aconteceu conosco?
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.
Crianças morrendo de fome!
Que valores são esses?
Carros que valem mais que abraço,
Filhos querendo-os como brindes por passar de ano.
Celulares nas mochilas
dos recém saídos das fraldas.
TV, DVD, vídeo-games...
O que vai querer
em troca desse abraço, meu filho?
Mais vale um Armani do que um diploma.
Mais vale um telão do que um papo.
Mais vale um baseado do que um sorvete.
Mais valem dois vinténs do que um gosto.
Que lares são esses?
Jovens ausentes, pais ausentes.
Droga presente.
E o presente?
Uma droga!
O que é aquilo?
Uma árvore,
uma galinha, uma estrela, ou uma flor?
Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo?
Quando foi que esqueci o nome do
meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida,
calçado sem sentir medo?
Quando foi que me fechei?
Quero de volta a minha dignidade,
a minha paz.
Quero de volta a lei e a ordem.
Quero liberdade com segurança!
Quero tirar as grades da minha janela para tocar
as flores!
Querosentar na calçada
E ter a porta aberta
Nas noites de verão.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a vergonha,
a solidariedade.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa
e o olho no olho.
Quero a esperança, a alegria.
Teto para todos, comida na mesa,
saúde a mil.
Quero calar a boca de quem diz: “a nível de”, enquanto pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
E viva o retorno da verdadeira vida,
simples como uma gota de chuva, limpa
como um céu de abril, leve como a brisa
da manhã!
E definitivamente comum, como eu.
Adoro o meu mundo simples e comum.
Vamos voltar a ser “gente”?
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.
A indignação diante da falta de ética,
de moral, de respeito...
Discordar do
absurdo.
Construir sempre um mundo
melhor, mais justo, mais humano, onde
as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia?
Não...
...hein?
Quem sabe?...
...se você e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas..
quinta-feira, 10 de maio de 2007
CARTA DE UM INDIO AO PRESIDENTE
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa MÃE.Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de Amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum.(...) Os brancos também passarão;talvez mais cedo do que todas as outras tribos".O VENDEDOR DE PALAVRAS
É ótimo quando nos enviam coisas assim e, melhor ainda, sem aquelas apresentações em pps com letras em profusão caindo em cascata à frente de uma paisagem e com Kenny G tocando ao fundo. São minutos intermináveis. Atualmente, basta o campo 'Assunto' apresentar títulos como 'Muito Lindo', 'Lindo Demais', 'Linda Mensagem' ou, pior, qualquer uma destas acompanhada de '(Com Som)' que mando pra lixeira sem dó. Mas não adianta, sempre aparece um outro contato que te envia novamente!
Aqui, nada mais temos que um texto inteligente, edificante, esclarecedor e exposto de maneira direta. E recheado de humor.
Um primor.
O trecho que destaquei em negrito itálico me chamou a atenção pelo fato de se assemelhar com o que nós -que dispomos de parte de nosso tempo para compartilhar nossos cdzinhos e conhecimentos- fazemos aqui no G&B, no LP e em outros espaços como estes.
Sinceramente, não conheço o autor, Fábio Reynol, mas já vou pesquisar o cara.
Me vendeu suas palavras direitinho, o sacana.
O VENDEDOR DE PALAVRAS
por Fábio Reynol
Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um
programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical".
Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica.
Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.
Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$ 0,50!".
Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta
curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta
centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a
alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado,
portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado.
Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar
para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se
mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?
segunda-feira, 16 de abril de 2007
O CHURRASCO
O Churrasco tornou-se a principal diversão dos brasileiros nos finais de semana e feriados. Atinge a todas as classes sociais. Veja este estudo que define as características dos dois tipos principais: rico e pobre.
TRAJE MASCULINO
DE RICO
Bermuda Hugo Boss / camiseta da Brooksfield / óculos, claro e aquela caminhonete.
DE POBRE
Chinelo Rider / bermuda de uma calça jeans cortada com barriga saindo para fora / camiseta jogada nas costas / óculos de camelo R$ 5,00 ou Bermuda de nylon sem camisa e descalço.
TRAJE FEMININO
DE RICO
Calca cigarreti da Zara / bolsa Louis Vuiton / blusinha básica branquinha da Siberian e aquele óculos maravilhoso original e ela sempre chega sozinha no seu carro, é claro.
DE POBRE
Sandália de salto / mini-saia curtíssima / blusinha C&A / chinelo ou tamanco da Gaston.
COMIDA
DE RICO
Normalmente eles não comem. Quando comem, pouco de cada coisa: arroz com alho, farofa de frutas, filé, picanha, muzzarella, sendo cada coisa comida a um tempo diferente e pausadamente. É comum também encontrar uma mesa de frios e outros aperitivos.
DE POBRE
Vinagrete cortado em pedaços, farofa, salada de maionese, muita asa de frango com as pontinhas queimadas e lingüiça com pão. Outra opção de carne seria a tradicional costela escorrendo óleo e fraldinha da promoção do BIG.
BEBIDA
DE RICO
Os homens, Chopp da Brahma ou Cerveja Heineken geladíssima. As mulheres bebem água tonica Citrus Schweppes ou refrigerante diet.
DE POBRE
Homens e mulheres no inicio só bebem Skol. Mas, com o tempo... não importa a marca da cerveja. As mais comuns são Nova Schin (EXPERIMENTA!!! ta, ta, ta, ta, ah!), Sol e Belco. E gelada no tanque de lavar roupa. Quem fica tonto mais rápido bebe, intercalado, água do filtro, Baré Cola ou Guaraná Sarandi. Não pode faltar a tradicional caninha da roça com limão.
PRATO
DE RICO
Normalmente beliscam uma picanha ou filé servido em prato branco liso de porcelana, Kani (carne de siri), queijos variados para acompanhar um bom vinho de safra, acompanhado com taças apropriadas de cristal para água e vinho.
DE POBRE
Nos tradicionais pratinhos de plástico e repetem a comida toda hora que não há fila. A bebida é servida no copinho de plástico (compra-se o número exato de convidados) ou aquele de requeijão ou geléia para convidados mais chegados: familiares, compadres ou algum oficial da PM.
MÚSICA
DE RICO
Pagode nem pensar, pode-se ouvir Jorge Vercilo, Marisa Monte, Maria Rita, etc... Até mesmo Lounge Music e Jazz. Pode ser que seja contratado um grupo que toca chorinho, mas só músicos formados em faculdade específica.
DE POBRE
Aquele pagodão de cair suor. Zeca Pagodinho e Jorge Aragão são os reis. Só CD pirata de 4 por 10,00 (mídia azul). O importante é tirar a galera do chão, depois de umas 3 horas de churrasco todos já estão dançando independentemente das idades ou credos. Também é organizado apos às 3 horas o batuque nas panelas, mesas, latões ou quaisquer objetos disponíveis (musicas do Almir Guineto e sambas-enredo do passado). A mulherada tira a sandália porque não esta acostumada e bota a poeira para subir.
CHURRASQUEIRO
DE RICO
Contratado, trabalha normalmente no Fogo de Chão ou em algum Buffet e traz consigo a equipe que serve os convidados.
DE POBRE
Amigo de um conhecido que adora fazer churrasco e cada hora um fica um pouquinho na churrasqueira. Normalmente é um cara barrigudo que fica suando com uma toalhinha na mão (ele usa para enxugar o suor, para limpar as mãos e para qualquer outra coisa que ele precisar). Adora ficar jogando cerveja na brasa para mostrar fartura!!!
O LOCAL
DE RICO
Área coberta com piso de granito. Existem mesinhas e cadeiras para todo mundo. Tem piscina, mas ninguém anima a se banhar.
DE POBRE
Local aberto, sol quente na cabeça ou chuva para apagar o fogo (então é improvisada a cobertura de lona somente para a churrasqueira), piso de cimento batido, cadeira para quem chegar mais cedo (estes cedem o lugar para os idosos e grávidas atrasados, se for o caso) os demais ficam de pé, esbarrando uns nos outros e pisando no seu pé, mas não tem problema porque normalmente todo mundo está descalço.
O FINAL
DE RICO
Em menos de 3 horas, cada pessoa pega seu automóvel e vai embora. Todos saem em momentos diferentes para que o dono do churrasco possa fazer os agradecimentos.
DE POBRE
Depois que todo mundo esta bêbado, o dono da casa diz que tem que trabalhar cedo no dia seguinte. O pessoal ainda quer fazer vaquinha para comprar mais uma caixa de cerveja. Quem não tem carro pega carona ou vai a pé mesmo. (Isso sem contar os que precisam curar o porre estabanados num sofá ou pelo chão mesmo, antes de pensar em ir embora.) O pessoal de carro liga o som alto (pagode, é claro!) e sai buzinando, bêbados, sorrindo e gritando: Valeu maluco!!!
quarta-feira, 11 de abril de 2007
terça-feira, 10 de abril de 2007
Com a aproximação do inverno, os índios foram ao Cacique perguntar:
- Chefe, o inverno este ano será rigoroso ou ameno?
O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido como seus ancestrais os segredos da meteorologia.
Mas claro, não podia demonstrar insegurança ou dúvida.
Por algum tempo olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse:
- Teremos um inverno muito forte... é bom ir colhendo muita lenha!
Na semana seguinte, preocupado com o chute, foi ao telefone e ligou para o Serviço Nacional de Meteorologia
e ouviu a resposta:
- Sim. O inverno deste ano será muito frio!
Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se a seu povo novamente:
- É melhor recolhermos muita lenha... Teremos um inverno rigoroso!
Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação:
- Sim... Este ano o inverno será rigoroso!
Voltou ao povo e disse:
- Teremos um inverno muito rigoroso. Recolham todo pedaço de lenha que encontrarem, teremos que aproveitar até os gravetos.
Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou para o Serviço Meteorológico outra vez:
- Vocês têm certeza de que teremos um inverno tão rigoroso assim?
- Sim, responde o meteorologista de plantão. Este ano teremos um frio muito intenso.
- Como vocês têm tanta certeza assim?
- É que este ano os índios estão recolhendo lenha pra caralho...
segunda-feira, 9 de abril de 2007
ORAÇÃO DO RACHA
SANTIFICADO SEJA NOSSOS CARROS
BEM FORTES E POTENTES SEJEM OS MOTORES
BEM ADORADO TODO MOTOR
NAO DEIXEI FALTAR O OXIDO NITROSO NOSSO DE CADA DIA
DAÍ-NOS A PRESSÃO DE OLEO NECESSARIA
O ALCOOL NOSSA QUE CADA DIA, NOS DAI HOJE MAIS
SANTIFICADO SEJA VOSSO MOTOR
ASSIM NA RUA COMO NA PISTA
PERDOA NOSSA GULA DE ALCOOL
ASSIM COMO VENERAMOS A ALTA VELOCIDADE
NAO NOS DEIXEI CAIR EM BLITZ
PERDOA-NOS DE TE-LO FORÇADO
MESMO QUE PARA VÓS NAO HÁ POTENCIA.
AMEM
Vou-me Embora pro Passado
Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.
E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.
Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.
Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.
No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.
Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."
Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.
No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
A GRAVE PROBLEMÁTICA DA CORRUPÇÃO
Conforme o dicionário, corrupção é adulterar, corromper, estragar, viciar-se.
Nos dias em que vivemos, muito se tem falado a respeito da corrupção. E, quase sempre, direcionando as setas para os poderes públicos.
Pensamos que corrupção esteja intimamente ligada aos que exercem o poder público.
Ledo engano. Está de tal forma disseminada entre nós, que, com certeza, muito poucos nela não estejamos enquadrados.
Vejamos alguns exemplos.
Quando produzimos algo com qualificação inferior, para auferir maiores lucros, e vendemos como de qualidade superior, estamos sendo corruptos.
Quando adquirimos uma propriedade e, ao procedermos a escrituração, adulteramos o valor, a fim de pagar menos impostos, estamos disseminando corrupção.
Ao burlarmos o fisco, não pedindo ou não emitindo nota fiscal, estamos nos permitindo a corrupção.
Isso tem sido comum, não é mesmo? É como se houvesse, entre todos uns contrato secretamente assinado no sentido de eu faço, todos fazem e ninguém conta para ninguém.
Com a desculpa de protegermos pessoas que poderão vir a perder seus empregos, não denunciamos atos lesivos a organizações que desejam ser sérias.
Atos como o do funcionário que se oferece para fazer, em seus dias de folga, o mesmo serviço, a preço menor, do que aquele que a empresa a que está vinculado estabelece.
Ou daquele que orienta o cliente, no próprio balcão, entregando cartões de visita, a buscar produto de melhor qualidade e melhor preço, segundo ele, em loja de seu parente ou conhecido.
Esquece que tem seu salário pago pelos donos da empresa para quem deveria estar trabalhando, de verdade.
Desviando clientes, está desviando a finalidade da sua atividade,
configurando corrupção.
Corrupção é sermos pagos para trabalhar oito horas e chegarmos atrasados, ou sairmos antes, pedindo que colegas passem o nosso cartão pelo relógio eletrônico.
É conseguir atestados falsos, de profissionais igualmente corruptos, para justificar nossa ausência do local de trabalho, em dias que antecedem feriados.
Desvio de finalidade: deveríamos estar trabalhando, mas vamos viajar ou passear.
É promovermos a quebra ou avaria de algum equipamento na empresa, a fim de termos algumas horas de folga.
É mentirmos perante as autoridades, desejando favorecer a uns e outros em processos litigiosos. Naturalmente, para ser agradáveis a ditos amigos que, dizem, quando precisarmos, farão o mesmo por nós.
Corrupção é aplaudir nosso filho que nos apresenta notas altas nas matérias, mesmo sabendo que ele as adquiriu à custa de desavergonhada cola.
E que dizer dos que nos oferecemos para fazer prova no lugar do outro? Ou realizar toda a pesquisa que a ele caberia fazer?
Sério, não? Assim, a partir de agora, passemos a examinar com mais vagar tudo que fazemos.
Mesmo porque, nossos filhos têm os olhos postos sobre nós e nossos exemplos sempre falarão mais alto do que nossas palavras.
Desejamos, acaso, que a situação que vivemos em nosso país tenha prosseguimento? Ou almejamos uma nação forte, unida pelo bem, disposta a trabalhar para progredir, crescer em intelecto e moralidade? Em nossas mãos, repousa a decisão.
Se desejarmos, podemos iniciar a poda da corrupção hoje mesmo, agora. E se acreditamos que somente um de nós fazendo, tudo continuará igual, não é verdade. Os exemplos arrastam.
Se começarmos a campanha da honestidade, da integridade, logo mais os corruptos sentirão vergonha.
Receberão admoestações e punições, em vez de aplausos.
E, convenhamos, se não houver quem aceite a corrupção, ela morrerá por si mesma.
Pensemos nisso. E não percamos tempo.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
O motorista do papa
O Papa chegou ao Brasil em missão não oficial e trouxe um motorista negão!!! Ele tinha um compromisso e estava atrasado e o motorista não passava de 80 km/h , e a toda hora o Papa falava pro negão andar mais rápido e nada... Ele continuava nos 80 km/h ; ai o Papa disse:
- Deixe que eu mesmo irei dirigindo.
E foi; o negão ficou no banco de trás e o próprio Papa foi levando o carro a 140 km/h , quando um guarda rodoviário mandou o Papa parar e, quando viu quem era, resolveu passar um rádio pro chefe dizendo:
- Chefe peguei um cara importante voando na Dutra, o quê que eu faço???!!!
- Quem é... um deputado? Perguntou o chefe.
- Não chefe, é mais importante.
- É um senador?
- Não chefe, é mais importante ainda.
- Então, é um governador de estado!
- Que nada chefe, é mais importante ainda...
- Então só pode ser o próprio presidente!!!
- É mais importante que o próprio presidente, chefe.
- PUXA, nesse caso então só pode ser o Papa!!!
- Que nada chefe. O Papa é apenas o motorista dele.
- É o próprio São Benedito... em pessoa!!!...
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
O Dia da vingança
Depois de estudar atentamente os manuais de telemarketing (é sério),
bolamos estratégias infalíveis (e cruéis) para você se livrar da praga.
Experimente sem dó
por Bruno Torturra Nogueira
1. Imite alguém famoso
Uma das primeiras perguntas dos serviços de telemarketing é: "Com quem
estou falando?". Responda na hora: "Silvio Santos, rarái!". Ou imite alguém
famoso de sua preferência e tente levar a conversa normalmente. Ele vai
ficar confuso e desligar. Funciona sempre.
2. Finja-se de gago
Se um atendente perde muito tempo com um cliente, é tido como improdutivo e
corre o risco de perder o emprego. Use isso a seu favor. Logo na primeira
resposta, dê início a uma gagueira insuportável, daquelas em que se leva
mais de um minuto para terminar um simples "obrigado". Em dois tempos o
atendente desliga.
3. Jogue com as armas dele/dela
Assim que o operador se apresentar, emende: "Desculpe interrompê-lo, mas
não posso falar agora. Por que você não me deixa o telefone da sua casa que
eu ligo mais tarde, depois das dez da noite?". O telemarketeiro fatalmente
dirá que não pode fazer isso e nessa hora você inicia um discurso sobre as
inconveniências de ser importunado no sossego do lar. Tenha certeza de que
ele/ela desligará antes de você.
4. Chá de cadeira
Diga na primeira oportunidade: "Espere um minutinho, sim?". Deixe o
telefone de lado e aproveite para fazer um chá, lavar louça. De minuto em
minuto, convém voltar ao gancho e dizer: "Só mais um minutinho, tá oquêi?".
5. Finja-se de surdo
Qualquer coisa que lhe for dita ao telefone responda com um sonoro: "O
quê?!", ou "Como?!", ou "Não escutei...". Nunca responda outra coisa. Um
dos mais eficazes métodos.
6. Responder tudo na língua do pê
Nenhum manual de telemarketing diz o que fazer quando o cliente só se
comunica na língua do pê. Nossos interlocutores desistem já na segunda
frase do diálogo.
7. Conte a história da sua vida
Dê uma de carente. Qualquer pergunta que o atendente fizer deve ser
respondida com desabafos, casos longos e monótonos de sua vida e confissões
de carência. "Que bom que você ligou... há tempos que eu só conversava com
meus periquitos..." Pergunte se o atendente não quer ser seu melhor amigo.
Peça para ele jurar que a partir de hoje ele vai te ligar todos os dias.
Nunca mais ele liga.
8. Peça socorro
Interrompa o atendente e diga que você está sendo seqüestrado, que sua casa
está
em chamas e que seu filho está tentando o suicídio. Peça desesperadamente
para o
atendente chamar a polícia e os bombeiros e desligue em seguida.
9. Aja como em um trote
Duvide de que se trata de um telefonema real. Diga coisas como: "Ah,
Meio-Quilo, pára de sacanagem! Eu sei que é trote!". Insista fanaticamente
nessa idéia até que o atendente desista de você.
10. Simule uma masturbação
Assim que o atendente terminar a primeira frase diga coisas como: "Isso,
hummm, continua, vai, não pára, não. Ohhhhhhhh".
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Uma piadinha para descontrair
Em dado momento o navio naufragou e somente ele e mais
seis mulheres conseguiram se salvar.
Eles nadaram até uma ilha deserta.
Passada uma semana, começou o problema, todas as
mulheres queriam transar com ele, então, para resolver
a confusão, ele propôs o seguinte:
Cada dia da semana ele transaria com uma mulher diferente.
Na segunda com a fulana, na terça com a beltrana, e assim sucessivamente.
No domingo ele descansaria.
Os anos passaram e o "mineirim" já não agüentava mais.
Era muita mulher junta e ele não estava mais dando conta do recado.
Até que um dia ele avistou um barquinho com um sujeito dentro.
Ele pensou:
- Beleza, agora posso dividir as mulheres com ele.
Fica três pra cada um. Vai dar pra descansar mais.
Pensando nisso, ele foi de encontro ao barco pra ajudar o sujeito a
desembarcar.
No que o rapaz desembarcou, gritou:
- Barbaridade tchê! Que água mais gelada no meu pezinho!!!
O "mineirim" pensou:
- Puta que pariu, lá se vai o meu domingo.
Enviado por Edicléia
Esse é o tipo de coisa que a gente pensa que só acontece com os
outros.
O carnaval está aí, não custa ter um pouco mais de consciência e se
prevenir para que cenas tão horríveis e pavorosas como essa não venham a
acontecer com a gente.
Divulgue o máximo possível, pra familiares, amigos, vizinhos, colegas de
trabalho...
Vamos fazer uma corrente forte...............
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Como os consultores podem fazer a diferença numa empresa.
Semana passada levamos alguns amigos para um novo restaurante.
Percebemos que o garçom que anotava nossos pedidos carregava uma colher no bolso de sua camisa, o que era meio estranho.
Quando o auxiliar de garçom nos trouxe água e talheres, percebi que ele também carregava uma colher no bolso da camisa.
Olhei ao redor e vi que todos os funcionários do restaurante tinham colheres nos bolsos de suas camisas.
Quando nosso garçom retornou para nos servir o primeiro prato, perguntei-lhe:
- Por que a colher no bolso?
- Bem, ele disse, os proprietários do restaurante chamaram a Consultoria WWW para melhorar todos os nossos procedimentos. Após vários meses de análises concluíram que a colher é o talher que mais cai no chão. Isso significa uma freqüência aproximadamente de 3 colheres por mesa por hora. Com o nosso pessoal melhor preparado, podemos reduzir o número de viagens à cozinha para buscar colheres limpas e isso significa uma redução em 15 homens-hora por turno.
Coincidentemente derrubei minha colher e ele pôde substituí-la de imediato com a sua colher sobressalente.
- Irei buscar uma nova colher na próxima vez que for à cozinha ao invés de ir especialmente até lá para essa tarefa, ele disse.
Fiquei muito bem impressionado.
Aí percebi que havia um barbante pendurado para fora do zíper de sua calça.
Olhando em volta, vi que todos os garçons tinham um barbante similar para fora de suas calças.
Antes que o garçom se afastasse de nossa mesa, perguntei-lhe:
- Desculpe-me, mas pode me explicar porque você tem um barbante pendurado bem aí?
- Certamente, ele respondeu.
Aí ele abaixou a voz e disse:
- Não são todos que observam isso. A empresa de consultoria que lhe mencionei também descobriu que podemos ganhar tempo no banheiro. Amarrando esse barbante o senhor sabe aonde, podemos puxá-lo sem encostar "naquilo", e isso elimina a necessidade de lavarmos as mãos, reduzindo o tempo gasto no lavatório em 76.39%.
- E como é que você guarda o dito cujo, após "usá-lo"? - perguntei ingenuamente.
- Bem, ele sussurrou, eu não sei sobre os meus colegas, mas eu uso a colher...
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Carro velho, o rei do elogio.
Parabéns, estou tecnológicamente, indubitavelmente e inexoravelmente feliz por você Carlinho Elói.
Onde Deus me quer

Obs.
Para baixar este arquivo no seu computador, siga os procedimentos descritos abaixo.
Depois de Clicar na imagem do bebezão, vai abrir uma nova janela no site do provedor que hospeda o arquivo a ser baixado; (neste caso, o provedor é o Rapdishare)
Na nova janela, vá no canto inferior direito e clica em "free";
Aguarde terminar a contagem regressiva em segundos;
Digite a seqüência de letras e números logo abaixo do texto "No premium user. Please enter";
Clica no enter do teclado e salve o arquivo no seu computador. Pronto agora é só aguardar o fim do download e abrir o arquivo.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Barriga é Barriga(por Arnaldo Jabour)
Ao Boteco, todos!!!
Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no Programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte.
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos.
Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi.
O letrista, compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça.
Passa 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e mastigando.
Autêntico marcha - lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros.
Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, completou 90 anos e nada indica que vá morrer tão cedo.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia?
Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo.
Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!
o elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você tem pneus???
Lógico, todo avião tem!!!
VAMOS RIR
Estou escrevendo esta carta para dizer que vou lhe deixar para sempre. Fui uma boa mulher para você durante sete anos e não tenho nada a provar.
As duas últimas semanas foram um inferno. O seu chefe me chamou para dizer que tinha lhe demitido e isto foi a última gota.
Na semana passada, chegou em casa e não notou que eu tinha um novo penteado e tinha ido à manicure. Cozinhei a sua refeição preferida e até usei uma nova lingerie.
Chegou em casa, comeu em dois minutos e foi dormir depois de ver o jogo. Não diz que me ama, nunca mais fizemos sexo. Ou está me enganando ou já não me ama mais, seja qual for o caso, vou lhe deixar.
P.S . - Se quiser me encontrar, desista. O Júlio, aquele seu "melhor amigo" das noitadas de boliche e eu vamos viajar para o nordeste e vamos nos casar!.
A sua Ex-mulher
(Carta-Resposta do Homem:)
Querida ex-mulher,
Nada me fez mais feliz do que ler a sua carta. É verdade que estivemoscasados durante sete anos, mas dizer que você foi uma boa mulher é exagero.....
Vejo futebol para tentar não lhe ouvir resmungar a toda hora. Assim
não valia a pena. Realmente reparei que tinha um novo penteado na semana passada, a primeira coisa que me veio à cabeça foi "Parece um homem!".
Mas a minha mãe sempre me disse para não dizer nada que não fosse bonito.
Quando cozinhou a minha refeição preferida, deve ter confundido com a do meu amigo Júlio, porque deixei de comer porco há sete anos...
Fui dormir porque reparei que a lingerie ainda tinha a etiqueta do preço.
Rezei para que fosse uma coincidência, o meu melhor amigo me pedir emprestado R$ 100,00 e a lingerie ter custado R$99,99... Depois de tudo isto, eu ainda lhe amava e senti que poderíamos resolver os nossos problemas...
Assim quando descobri que eu tinha ganho na Loteria, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para o Taiti.
Mas quando cheguei em casa você já tinha ido... Fazer o que? Tudo acontece por alguma razão.Espero que você tenha a vida que sempre sonhou....
O meu advogado me disse que devido à carta que você escreveu, não vai ter direito a nada. Portanto se cuida.!
P.S. - Não sei se eu alguma vez lhe disse isto mas o Julio, o meu "melhor amigo", é portador do virus HIV. Espero que isto não seja um problema...
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
AMOR DE TUBARÃO
Basicamente, o que se passou foi o seguinte:
Nas águas onde ele costumava pescar, encontrou um tubarão branco, fêmea, de 5 metros à beira da morte...
Ela estava presa e incapacitada de sair do local onde estava...
O pescador (com uma grande coragem, diga-se de passagem) decidiu salvar este enorme tubarão, desprendendo-o com a ajuda do seu barco e devolvendo-o à liberdade.
Só que a história não ficou por aqui, agora o tubarão vê o pescador como um "amigo" e segue-o para todo o lado.
Como podem ver nas fotos, ele até faz festinhas...
O pior é que o pescador desde que fez esta nova amiga, não consegue pescar mais...
Pois com uma companhia destas, os peixes, como vocês devem imaginar, assustam-se...



EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA
E uma banana pelo potássio..
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe
bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental,
massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um
equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai
passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por
experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar,
ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser
regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando
eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia
para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser
criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou
falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e
espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta, são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se
sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao
banheiro.
E já que vou, levo um jornal.
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Autor: Luís Fernando Veríssimo
Sinceridade: não sou do tipo que chama atenção pelo porte físico ou coisa
parecida. Já passei dos trinta e cinco, meus cabelos me abandonaram há uns
02 ou 03 verões e minha protuberante barriga denotam o grande sucesso que
tive na arte de comer e beber. Minhas rugas procedem da total falta de
credibilidade em protetor solar (esse troço não é coisa de homem sério!)
aliada a centenas de noites que fiquei sem dormir na expectativa de não ir
para casa sozinho. Bom. Esse sou eu. Ainda bem que para caras como eu
(porra! Tem um monte desses pôr ai) existem os desmanches. O que é um
desmanche? Sinceridade: Na mesma proporção de caras como eu, existem
mulheres com características semelhantes. Se não são carecas, tem cabelos
mal cuidados, se a barriga não é tão grande quanto a minha, tem lá aquela
coisa instalada ali na frente. Ruga então?! Puta que pariu! Não quero
falar disso. Voltando ao assunto, um desmanche é um local onde se tem
música, bebida, um globo vagabundo rodando no teto, banheiro mal cuidado,
etc. O local tem que ser escuro porque, sinceridade: Com muita luz acho
que ninguém "pegaria" ninguém. A balada que sempre vou (não vou chamar de
desmanche; as mulheres se ofendem pois há quem diga que estes locais tem
estes nomes porque as "princesas" que freqüentam o local desmancham em um
toque) fica perto da minha casa, pois não tenho carro e, se arrumo alguma
coisa, dá para ir a pé até o meu apartamento. Coloquei minha roupa de
passeio, quinzão no bolso (cinco para entrar e o resto para beber e comer
um cachorro quente na hora de ir embora) e fui para a caçada. Dancei
forró, pagode, lenta (não sei nem como se chama hoje em dia estas músicas
de se dançar juntos. Eu falo lenta e acabou!) com umas dez mulheres
diferentes. Já passava das quatro da madruga, eu já num prego do cacete,
achando que ia ter de acabar mais uma noite sozinho, deparei-me com uma
gata. Não fui agraciado com beleza mas...papo... bom. Papo eu tenho.
Aproximei-me. Era um loira com uma calça preta com listas amarelas (estas
calças de ir em academia) uma bota que imitava coro de cobra, um salto bem
alto, o cano da bota ia até os joelhos o que dificultava um pouco os
movimentos da mocinha". Sua blusa era toda cheia de umas coisas brilhantes
(não sei o nome destes troços) bem vermelha. Não sei se é moda, mas, tudo
bem, eu não tava procurando ninguém para ser modelo e sim tirar o meu
atraso. Encostei do lado e comecei a jogar meu charme. Sinceridade: Nem
precisei conversar muito. Cinco minutos de conversa e já aceitou ir até
minha casa. Eu também aceitaria no lugar dela pois, o primeiro ônibus que
ia até a direção da sua casa só passaria à partir das sete horas. Fomos
caminhando até meu apartamento. Quando passávamos por luzes fortes podia
ver com mais clareza seu rosto. Amigos: Se você tem menos de dezesseis
anos e ou estômago fraco aconselho interromper a leitura à partir deste
momento, pois daqui para frente a coisa começa a ficar quente. Tinha mais
rugas que meu saco, já não sabia se era loira ou morena. Quero dizer era
morena pois o cabelo estava do ombro para baixo loiro e para cima moreno.
Segundo ela, a próxima grana que ganhar de diarista vai dar um jeito no
cabelo. Sinceridade: A dona era até gostosa mas feia pra caralho mas,
porra! Eu não queria ela para bater foto, além do mais não aguentava mais
ficar só na punheta. Precisava comer uma mulher, nem que fosse ela. Abri a
porta do meu apartamento e já fui beijando e socando a mão em tudo quanto
é lugar, aí, como toda mulher faz, começou - Pára com isso! Que é que vocë
tá pensando!? - Tudo bem. Todos nós passamos por isso, até as feias tem
direito àquelas frescuras do início. Dei mais um beijão e já coloquei a
mão no bolso e peguei umas balas. Compreensível: Quatro horas da manhã,
fumando, bebendo, qualquer um fica com bafo na boca. Como toda mulher que
você põe no carro ou leva para seu apartamento (até as feias são assim!!)
Já começou com aquele papinho - Acho que está na hora de ir embora - Puta
que pariu, a gente tem que passar por isso. Tudo bem, tô ali de pau duro
prontinho e tem que Ter esta fase!! Bom fiz minha parte: Conversava um
pouco, beijava um pouco, passava a mão, pegava a mão dela e colocava em
cima da minha calça, sabe como é, todo aquele ritual básico. Passados
longos dez minutos desta interminável lenga lenga, a Marta (este não é o
nome real mas vamos deixar como se fosse), deixou eu tirar sua blusa.
Quando tirei a blusa encontrei um enorme obstáculo: estas cintas que
apertam o corpo para tampar um pouco a gordura. Tirei aquele troço. Meu
Deus!! Sinceridade: O cheiro que saiu dali de baixo, se minha tara não
fosse do tamanho do Pão de Açúcar, eu teria brochado, mas o cheiro até
compreensível afinal, ficar a noite toda dançando com aquele negócio
quente enrolado no corpo, não podia dar em outra coisa. Passados uns cinco
minutos, meu nariz já havia se acostumado com o cheiro. Pra quem já tinha
beijado a boca fedendo a cigarro, um CC não ia matar. Tirei o corpete (foi
assim que ela chamou o negócio) e comecei chupar os peitos. Tava meio
salgado, quero dizer, tava bem salgado, mas, vamo lá, era para comer
mesmo! Que mal tinha estar temperado?!?! Fiquei ali chupando aquela coisa
flácida por uns cinco minutos até que finalmente a Marta pegou no meu pau.
Tinha, finalmente, quebrado a barreira entre o - acho que vou embora e o
acho que vou te dar. Começamos então a fase final. Ela com a mão no meu
pau e eu com a mão na sua xoxota (fica bonitinho este nome!!). Não deu
dois minutos de dedinho e já veio com aquela outra famosa - Eu quero! Eu
quero! - como se não quisesse desde o começo mas, tudo bem, respeito. Se
não respeita, fica com fama de insensível e...bom, deixa para lá, vamos ao
que interessa. Como todo bom cavalheiro, tirei a mão de lá e coloquei no
nariz para "reconhecer o gramado". Sinceridade: Minha sorte que meu pinto
não tem nariz, se tivesse acho que não encararia a parada. Começamos a nos
despir. Fui abaixar sua calça e me deparei com as botas: Preciso comentar
do cheiro que saiu de dentro das botas??? Se tivesse lugar, poderia jurar
que ela escondeu um gato morto em cada pé. Pensei em dar a primeira
tomando um banho, talvez melhorasse um pouco as condições. Fomos até o
banheiro e, para variar, estava sem água. Sinceridade: Tava louco para dar
uma trepada. Meu pau já tava ardendo, as bolas começando a doer...Comi ali
mesmo dentro do banheiro (Sim. Usei camisinha!!!). Comecei sentado na
privada, depois encostei a Marta na parede do banheiro e peguei ela por
traz. Pra não gozar muito rápido, fiquei contando quantas bolas de
celulite ela tinha na bunda. Quando chegou na vinte e cinco, ela pediu
para mudar de posição, eu estava tão empolgado com a minha estatística que
nem percebi que ela batia a cabeça na parede com força e acho que já tava
machucando. Fomos para o corredor do apartamento (no banheiro não tem
espaço para ficar deitado). Dei umas bombadas ali e fomos terminar na
cama. Dei aquelas gozadas de arder o canal. A Marta disse que gozou três
vezes!!! (quem será que está mentindo, eu ou a Marta???) Depois que gozei,
tirei a camisinha, dei aquela confirida para ver se estavam todos ali,
amarrei a ponta e joguei no lixo. Entrei então naquela parte conhecida
pelos homens como o cúmulo da eternidade (Cúmulo da Eternidade: Os minutos
entre depois que você goza e a hora em que você leva a mulher embora).
Sinceridade: Com pinto mole não há a menor possibilidade de encarar a
Marta!!! Já nos preparativos finais para ir embora disse que estava com
fome. Meus quinzão já tinham ido para o espaço (As balas não foram de
graça!!). Perguntou se não podia pedir uma pizza ou comer um cachorro
quente. Para não ficar feio para minha cara, ofereci-lhe para fazer algo
para comermos. - Nossa que romântico!!!- Pronto! Só faltava a baranga
achar que gostei dela!!! Fucei os armários e achei um Miojo. Na geladeira
tinha uma destas latas de molho pronto de tomate que fazia uma semana que
estava lá. Fiz a gororoba. Tinha uns dois ou três tomates que só parti em
quatro e coloquei junto para tirar aquele ar de anemia do prato. Sentamos
e comemos. Comi pouco, a Marta acho que fazia uma semana que não comia.
Não deveria Ter colocado aquele molho. A Marta comeu um monte e começou a
passar mal. Ficou com dor de barriga. Fiquei com um pouco de dó dela. Dar
uma cagão na casa de alguém que você acaba de conhecer, não é o "sonho" de
nehuma mulher. Lá foi a Marta . Quase seis horas da manhã, nenhum barulho
na rua, a porta do banheiro não fecha direito. Sinceridade: Nunca uma
mulher tinha ido ao banheiro perto de mim (para cagar!) e logo na estréia
tive direito a show de efeitos sonoros. Aquele barulho de quando você
acelera uma motoca velha, denunciava a forma "lïquida" que a coisa tava
vindo. Minha TV queimada, o rádio meu irmão havia pego emprestado. Tive
que ouvir a sinfonia do começo ao fim. Ouvi quando ela tentou puxar a
descarga (estava sem água, lembra???), quando tentou abrir a torneira para
lavar a mão, ambos sem sucesso. Veio então nossa heroína daquela batalha
que achei não Ter mais fim. Foram quinze minutos de barulhos de motoca e
de água escorrendo. Ela saiu do banheiro deixando lá toda a sua obra, deu
uma cheirada na mão, esfregou-as e me abraçou. Eu sabia que o cheiro que
eu estava sentindo era do banheiro mas, eu tinha a sensação de que vinha
da sua boca. Dei-lhe minhas últimas balas. Aquelas mãos passando em meu
rosto como quem quer fazer um carinho, não sei quanto tempo poderia
aguentar. Pegou no meu pau de novo, viu que estava mole e disse: - Vou
levantar o bebê de novo. (bebê???) Abaixou minha calça e começou a me
chupar. Sinceridade: Um boquete é sempre um boquete. O danado mesmo com
todo aquele cheiro de enxofre no ar (ele não tem nariz, lembra???) ficou
em pé de novo. A moça então resolveu escancarar: Começou a fazer um strip.
Preferia a boquete mas, tudo bem, vamos respeitar o ritual, para não
parecer insensível. A sala estava meio escura e ela, achando que estava
realmente me agradando com aquelas incontáveis bolas de celulite (tinha
parado na 25 lembra???), acendeu a luz. Quando tudo ficou mais claro.
Olhei para aquela bunda e pensei: Puta que pariu, a gorda tem um monte de
espinha na bunda para ajudar. Na verdade para meu espanto ou alívio (já
não sabia mais o que pensar)não eram espinhas. Eram algumas sementes do
tomate que coloquei na macarronada. A desinteria deve Ter escorrido por
toda sua bunda e papel higiênico que não limpou tudo que podia e elas
ficaram por ali grudadinhas. Peguei minha cueca, dei uma cuspida, limpei
em volta e comi a Marta de novo. Sete horas da manhã a Marta pegou o
ônibus e foi embora. A água voltou às dez horas. Não quero mais tocar
neste assunto.
ZAGA
Amor Maduro
O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas quase
silencioso.
Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do
sentimento.
Não
precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências
significantes.
O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas
da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se
com o todo do pouco. Não precisa nem quer nada do muito.
Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é
pleno em
cada
ninharia por ele transformada em paraíso. É feito de compreensão,
música e
mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser
sublime e
criança. O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos
quer
saber.
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento. Basta-se com a
própria
existência. Alimenta-se do instante presente valorizado e importante
porque
redentor de todos os equívocos do passado.
O amor maduro é a regeneração de cada erro. Ele é filho da
capacidade
de
crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de
todas
as
ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com
a
parte
salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado
para
depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos
antigos,
jardins abandonados cheios de sementes. Ele não pede, tem. Não
reivindica,
consegue. Não persegue, recebe.
Não exige, dá. Não pergunta, adivinha. Existe, para fazer feliz.
Só
teme o
que cansa, machuca ou desgasta.
( Autor Artur da Távola )
Tudo o que sempre necessitei saber, aprendi com a minha Mãe:
Minha mãe me ensinou a dar valor ao trabalho dos outros:
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!!!
Me ensinou a ter fé:
"É MELHOR VOCE REZAR PARA SAIR ESSA MANCHA DO TAPETE"
Minha mãe me ensinou lógica e hierarquia:
"POR QUE EU ESTOU DIZENDO! ACABOU! PONTO FINAL!"
Minha mãe me ensinou o que é motivação:
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"
Me ensinou a contradição:
"FECHA A BOCA E COME!!!"
Minha mãe me ensinou a ter força de vontade:
"VOCÊ VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO"
Minha mãe me ensinou a valorizar um sorriso:
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!"
Minha mãe me ensinou a retidão:
“EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NO TAPA”!
OBRIGADO MAMÃE !!!






